"Não te deixes arrastar." - disse eu com um ar muito determinado e confiante.
Depois fiquei a pensar que isto é sempre mais fácil dar conselhos aos outros.
31 de março de 2012
27 de março de 2012
22 de fevereiro de 2012
19 de janeiro de 2012
15 de janeiro de 2012
A Arte da Preguiça
Porque não basta praticá-la, é preciso prestár-lhe a mais honesta devoção possível.
se eu pudésse, ao menos
se eu pudésse, ao menos
3 de dezembro de 2011
A alma dos distraídos
Há pessoas que passam a vida ao nosso lado e não conseguem perceber a nossa essência, muito menos a essência de certas particularidades. porque não percebem esses detalhes. Não captam, não intuêm. Não vêem a gravidade ou a beleza das coisas se não estiverem evidentes. Por outro lado, há pessoas, nem tão próximas de nós que conseguem observar esses detalhes de algum nosso momento, conseguem captar a alma de algumas das nossas circunstâncias, de alguns lugares, das coisas, das horas. E o fazem por não estarem distraídas nas expressões, nos olhares, nos modos de andar alheios. E o fazem poque gostam dos outros a ponto de os outros não os aborrecerem de tédio quando estão a praticar as actividades mais comuns.
É o caso dele - apaixonado em captar esses pequenos momentos tão comuns no dia-a-dia, mas tão raros nas percepções. Sempre gostou de pessoas - particularmente de observá-las. É do tipo que se senta num banco de praça, ou de um jardim, e fica o dia todo apenas a observar quem por ele passa.
Conta que a sua mente faz composições, monta e arranja cenas. Vê sempre tudo enquadrado, como se os seus olhos fossem uma câmara. Então começou a fotografar todas aquelas desatenções, todas as coisas que passam despercebidas.
Um método um tanto despretencioso, mas original por causa da espontaneidade das fotografias. Sem composições padronizadas se criam imagens a partir do quase nada. Tudo o que se tem, é o que se vê. E é excitante, justamente porque é algo que não podemos controlar, com o movimento, os ângulos ou a luz. Talvez seja o método em que mais se precisa da velha e boa intuição.
Na fotografia de rua, a única coisa que podemos controlar é a lente no momento do clique, nada mais. A fotografia de rua nem dá margem para a escolha do fotógrafo acerca do quê fotografar. Ele simplesmente fotografa o que está a acontecer naquele instante. E a escolha do instante a fotografar é muito mais um sentimento que uma escolha.
Obviamente, para um bom resultado é fundamental que se tenha uma câmara rápida. Isso significa evitar o atraso entre a pressão e o clique do botão obturador. Se a câmara é rápida, então consegue-se exactamente a imagem desejada e não o que aconteceu no décimo de segundo seguinte.
A essência da fotografia de rua é captar momentos, e os momentos acontecem num piscar de olhos.
23 de novembro de 2011
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