9 de junho de 2011
21 de maio de 2011
Pensamentos Catatónicos
Que se lixe o IKEA, pois isto não se trata de um daqueles manuais em que um boneco careca se entretém durante váris horas a fazer pouco de nós, enquanto fazemos figuras tristes a tentar montar um armário.
5 de maio de 2011
1 de maio de 2011
YMCA - #100
Perdido por cem, perdido por mil.
Parabéns Microgaitas, já és um homenzinho.
(PARABÉNS MÃE POR TERES DOIS FILHOS LINDOS E PORQUE TAMBÉM TU HOJE ÉS UMA BEBÉ)
(PARABÉNS MÃE POR TERES DOIS FILHOS LINDOS E PORQUE TAMBÉM TU HOJE ÉS UMA BEBÉ)
As pessoas querem sonhos, eu dou-lhes sonhos
Sonhei que estava na hora de ter um sonho, não um sonho vulgar daqueles que, mal abrimos os olhos, já nem nos lembramos deles, mas sim um sonho daqueles que, no dia a seguir, quase merecem tanta atenção como o golo da vitória que está a dominar a conversa na zona do café.
E se bem sonhei, nesse sonho tinha que haver alguém a morrer logo para começar, pois as pessoas gostam de um bom choque para lhes cativar a atenção. Não havia tempo a perder, matei rapidamente um primo, mas tive o cuidado de escolher um dos que gosto menos, não fosse a coisa ser premonitória.
Morto o primo, faltava a razão. Mas, num sonho, as razões não são evidentes, tirando que andava metido com um dragão e um anão, que me tinham sobrado do sonho de terça-feira. Simplifiquemos, era um dragão-anão e não se fala mais nisso.
Pela reacção, quer do meu primo, quer do dragão-anão, o sonho pareceu-me estar a ser bem sonhado. Olhei para o relógio sem abrir os olhos, coisa que dá outro gozo quando se está a sonhar e vi que ainda tinha horas de sono pela frente.
Avancei e comi algodão doce, porque nos sonhos ou se come ou nos arriscamos a ser comidos. Aí a coisa não difere muito da realidade. Uma senhora de alguma idade pegava-me no braço e deu-me vários conselhos, que começavam sempre com um carinhoso “filha”. Não conhecendo a senhora, não tive coragem de dizer que se tinha enganado no sonho, mas tomei a liberdade de não seguir os seus conselhos.
O meu primo, chato como sempre, insistia em que eu o ressuscitasse no sonho, porque já tinha bilhetes para a ópera e era para as competições europeias.
Preferi acordar a dar razão ao meu primo. Se ele sonhasse que eu fiz isso de propósito, a coisa iria tornar-se um pesadelo. Não percebo porque é que a malta na zona do café ficam a olhar para mim de forma estranha. Especialmente o dragão-anão.
18 de abril de 2011
Orelhas de Dumbo
Antigo provérbio chinês, inventado por mim agora:
Quando no autocarro a leitura não te prender, deixa nas conversas dos outros a tua imaginação crescer.
Chamada 1, ouvida por acaso - ...Pois é, e com essa história toda, não sei o que te diga, vejo-me sempre a ter que ouvir que sou mal educada, que expludo e que sou arrogante, quando sei perfeitamente que não sou nada assim e que isso é fruto de cabeças doentes que só tiram prazer em deixar os outros tristes.
Chamada 2, minutos depois, ouvida muito pouco por acaso – Então querida, sempre podes vir beber um café comigo antes de jantar? (silêncio breve, que deduz resposta negativa) Não podes porquê cabra de merda, duvido que tenhas algo melhor para fazer!
9 de abril de 2011
Crises entre pessoas e blogs
Visitava blogs com mais frequência. Uns por acaso, outros por regularidade e até alguns por afinidade, deixando aqui e ali comentários idiotas que são genuinamente típicos da minha idiotice itinerante. Entretanto, parte da minha escrita casou-se com outros projectos que não os blogs e este tasco foi o primeiro a ressentir-se disso. A ausência que primeiro se estranha e depois não se transforma em cliché de Pessoa (embrulha lá esta Nando), deu origens a crises de choro do Blogger, a temas intermitentes que nunca chegam a lado nenhum e a um contentamento sofrido em visitas regulares, apesar de mais espaçadas, que não chegam para matar a ansiedade do blog expectante. O problema não és tu, sou eu, repetia eu a um blog altivo, que se recusava a ver a verdade das coisas. Eu era a mesma, as circunstâncias é que eram outras mas, o que era apenas uma verdade mundana, rapidamente se transforma em suspiros magoados de “quando perguntarem por ti, vou ficar calado sem dizer nada”. Essa amargura recalcada passa depois ao azedume mordaz “As pessoas já não comentam...Também já não vamos a lado nenhum juntos, é o que é”. Aqui e ali, bloggers preocupados e outros interessados vão perguntando: “Mas, está tudo bem entre vocês? Passa-se alguma coisa? Precisam de ajuda?”. A verdade é que eles não podem ajudar porque um blog tem que aprender o seu papel na vida da sua autora e a pressão exterior nada resolve. Terapia de blogs é um bom passo, para o entendimento ideal do espaço de cada um. Da minha parte, asseguro-vos – eu e o meu blog entrámos numa nova fase da nossa relação. Ele vai deixando que outras pessoas o conheçam e o tempo que estamos juntos é suficiente para as coisas funcionarem bem. Se bem que às vezes ele ainda reclama que eu escrevo coisas como esta só para o envergonhar à frente dos outros.
3 de abril de 2011
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