10 de agosto de 2010

E Já Dizia o Velho Elias


Mais vale rico e com saúde, que pobre e doente.

9 de agosto de 2010

Nem 8 nem 80

Hoje encontrei um cabelo branco. Não. Hoje a mãe encontrou o meu primeiro cabelo branco.
Era mais grosso que os outros e em vez de ser encaracolado era torto, e claro, branco.
Como era curto não o conseguia ver e disse à minha mãe arranca-o. AI, FOSGA-SE! Era também mais profundo que todos os outros. Sacana. Toma lá que já te aviei. Guardei-o dentro do meu livro mas depois perdi-o. Queria mesmo mostrá-lo a toda a gente. Olha aqui, o meu primeiro cabelo branco.
É estranho. À maior parte das pessoas que aparece este sinal de sabedoria deitam às mãos à cabeça, pensam ou gritam, "PORRA, EU JÁ NÃO TENHO VINTE ANOS!" depois cobrem a cara, uma lágrima, "Eu tinha tantos projectos, e ainda só cumpri dois ou três..."

Uma consideração sobre cabelos brancos:
Quando se arranca um, nascem mais sete.


Assim quando nascer o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto, o sétimo e oitavo, guardo-os num sítio bem fechadinho e recatado para não fugirem, e quando chegar a melhor oportunidade, digo olha aqui os meus segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto, o sétimo e oitavo cabelos brancos. O que é que aconteceu ao teu primeiro cabelo branco?
Perdi-o.

5 de agosto de 2010

Já Não Se Escrevem Cartas de Amor

"A certa altura, decidi que não poderia passar a noite parado como um legume, apelei à pouca coragem e disse para mim próprio: "Seja o que Deus e ela quiserem." Avancei lesto para a mesa de Erika e, lá chegado, tomou-me uma sensação de fracasso inevitável, mesmo de ridículo.
Balbuciei por fim:
- A menina não quer dançar comigo, pois não?"

Eu era Pop

Sia - You've Changed


Tendo em conta o panorama geral, com rosinhas e uma madame de Pompadour, talvez um Bach fosse mais adequado, mas eu era, e sou, pop.


Obrigado Rita

3 de agosto de 2010

The Way We Were


Your wife is adorable, Hubble.

A Vitória de Samotrácia, 200 a.C.



E o menino pobre perguntou ao escultor:
- Como é que sabias que a senhora estava dentro da pedra?

29 de julho de 2010

V is for Vanity


Gosto de mudar o meu blogue. Passo horas a prepárá-lo, a experimentar cores, fundos, tipos de letra, imagens, o cabeçalho, o rodapé. Tudo.
Gosto de ver um blogue que nunca vi e depressa dizer para mim própria "O meu é mais giro."
Será que isto faz de mim fútil? Fútil. Que palavra tão feia, tão grave. Parece o nome de uma doença. "Olhe, você sofre de futilidades. Vou receitar-lhe aqui este xarope bem amargo que é para não voltar a repetir a graça."
Quando vou espreitar os blogues que gosto de ler percebo que muitos deles têm uma coisa em comum: preto no branco. Fundo branco, letras pretas.
O que interessa são as palavras, ponto final, próximo post.
Alguns textos parecem verdadeiros poemas com versos mais longos do que aqueles estamos habituados a ver ao acaso e usam metáforas que eu própria não entendo.
A culpa deve ser dos meus ohos. Grandes como duas chávenas para chá de maçã e canela. Não se contentam com pouco e por isso precisam de mais, sempre mais, até ao dia em que se fartam e pensam "Não podemos olhar para isto nem mais uma vez. Muda."
E lá começa tudo outra vez: passar horas a preparar a menina microgaitas, a experimentar cores, fundos, tipos de letra, imagens, o cabeçalho, o rodapé. Tudo.

17 de julho de 2010

Juventude,

Estou de férias!